Comprar ou alugar um imóvel: o que vale mais a pena com os atuais juros?

Comprar ou alugar um imóvel o que vale mais a pena

Com a Selic em seu menor nível histórico, de 2% ao ano, os juros do crédito imobiliário vêm caindo e a diferença que isso faz na compra é muito grande. Hoje, é 35% mais barato financiar um imóvel do que há dois anos.

Embora a oferta de imóveis para locação tenha crescido bastante e melhorado tanto em termos de quantidade quanto em qualidade, a compra, neste momento, deve ser considerada.

Antes era comum ouvirmos que valia a pena deixar o dinheiro aplicado e, com os rendimentos, pagar o aluguel. Mas, com a queda dos juros, a rentabilidade oferecida por investimentos conservadores é baixa.

Imóveis para investir

Em relação à compra de imóveis com o intuito de investir, é preciso acompanhar o comportamento do preço médio de venda, que varia de acordo com a cidade. O Índice FipeZap, que traz o preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades, apresentou em agosto alta nominal de 0,37% — uma variação foi superior ao comportamento esperado do IPCA/IBGE para o mês (+0,18%).

Rentabilidade do aluguel

Para saber se vale a pena comprar um imóvel com o objetivo de obter renda com seu aluguel ao longo do tempo, é preciso levar em consideração a razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis (o chamado rental yield).

Medido pelo Índice FipeZap, o retorno médio do aluguel residencial encerrou o mês de julho em 4,82% (alta de 0,20 ponto percentual em 12 meses). Olhando para outras formas de investimento, fica cada vez mais claro para o investidor mais conservador que o mercado imobiliário é uma boa oportunidade de investimento em termos de segurança e retorno.

Comparado ao IPCA, o preço médio de locação residencial acumula alta real de 1,78% em 12 meses, com destaque para Recife (+7,25%), Curitiba (+7,04%), Belo Horizonte (+6,65%), Florianópolis (+6,48%), Brasília (+6,25%), Porto Alegre (+5,86%), Goiânia (+5,55%) e São Paulo (+5,27%).

Hora da decisão

Apesar dos sinais de retomada do mercado, é importante pesquisar bastante antes de comprar um imóvel. Parece óbvio, mas o óbvio nem sempre é evidente. A internet permite um nível de comparação de imóveis brutal; portanto, aproveitem essas ferramentas e comprem sem pressa.

Para quem não tem condições de dar um bom sinal de entrada, a recomendação do economista é optar, em um primeiro momento, por um imóvel que não comprometa tanto a renda. Ao fazer isso e planejar a troca depois de cinco a oito anos, o consumidor terá ganhado com a valorização do imóvel, terá quitado parte da sua dívida e, de quebra, poderá usar o imóvel como parte do pagamento da compra futura.

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